domingo, 17 de maio de 2015

Efeito da Estatina no Sistema Nervoso Autônomo pro tratamento pós Infarto Agudo do Miocárdio

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    As doenças cardiovasculares têm o maior índice de mortalidade nos países desenvolvidos, mas com o desenvolvimento de fármacos foi possível atenuar a arritmogênese (desvio da normalidade do ritmo dos batimentos cardíacos), principal mecanismo de morte súbita, com sua atuação sobre o sistema nervoso autônomo (SNA). A resposta ao dano tecidual com o Infarto agudo do miocárdio (IAM) é a ativação do sistema nervoso simpático que resulta no aumento da frequência cardíaca, da pressão arterial e da ativação do sistema inflamatório, está resposta é importante para garantir a conservação do déficit cardíaco cerebral ao longo e após o evento. Contudo, a ativação excessiva do sistema simpático resulta em um aumento da massa infartada e instabilização de outras placas coronarianas causando a redução da expectativa de vida do paciente devido a complicações mecânicas ao longo do prazo.
    O sistema nervoso autônomo inclui o sistema simpático e o parassimpático que têm funções antagônicas. O simpático é responsável pela aceleração dos batimentos cardíacos, pela elevação da pressão arterial, da concentração de açúcar no sangue e pela ativação do metabolismo geral do corpo. Já o parassimpático estimula principalmente atividades relaxantes, como a diminuição do ritmo cardíaco e da pressão arterial. Estudos em humanos atestaram que a lesão dos nervos cardíacos simpáticos pode durar duas a quatro semanas depois do infarto. Logo, sendo ruim quanto for maior a atividade simpática pós o IAM e melhor quanto maior a ação parassimpática no tônus autônomo. Durante a isquemia do miocárdio (falta de sangue no músculo do coração) são produzidos autocóides como a bradicinina que faz parte do grupo das cininas com ação vasodilatadora, ela estimula a elevação da pressão arterial, a frequência cardíaca e favorece a manifestação de taquiarritmias ventriculares potencialmente fatais. Estudos em modelos animais verificaram que a excitação do epicárdio (camada externa do coração) com bradicinina estimula a via simpática aferente e a atividade neuronal barosensitiva no bulbo ventrolateral rostral (BVLR), os neurônios barossensíveis do BVLR contêm a isoforma da enzima oxido nítrico sintase neuronal (nNOS). No Sistema nervoso central, o oxido nítrico formado da enzima nNOS estaria relacionado à regulação do fluxo sanguíneo cerebral, e as maiores densidades de nNOS estão co-localizadas a neurotransmissores vasoativos. Na relação do fármaco com o SNA, a via do oxido nítrico é a mais viável através da modulação da atividade da nNOS, pois as estatinas causam a fosforilação da proteína quinase B (akt) e, por essa via, ativam o fator de transcrição nuclear kb (NF-kB), levando a síntese da enzima nNOS nas paredes vasculares e no sistema nervoso central. Deste modo, a estatina promove a modulação em beneficio do tônus parassimpático, efeito benéfico para pacientes pós-IAM. Outro beneficio é que a atividade parassimpática estimula o crescimento de novos vasos sanguíneos pós-IAM, enquanto a atividade simpática inibe.
    Além do efeito do fármaco decorrer do efeito simpatolítico da produção de oxido nítrico é viável a contribuição ou correlação do efeito anti-inflamatório e anti-hipertensivo das estatinas. Estudos em humanos, demostram que variáveis do domínio de tempo e da frequência diminuídas nas primeiras 48 horas do IAM têm poder de prever mortalidade tanto 30 dias como 1 ano após o IAM. Portanto, a estatina se torna mais indicada ao tratamento devido o efeito hipomeliante, precocemente verificado 3 dias pós-IAM. Apesar de, a gravidade da lesão miocárdica influenciar na velocidade da recuperação, a sua antecipação contribui para o benefício clinico do paciente.

Rivia Rachel da Costa Grilo - 13/0132314

 Fontes

-Munhoz DB. Efeito das Estatinas na variabilidade da Frequência Cardíaca durante a fase aguda do Infarto Agudo do Miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST. Brasília 2013.

-Schamne MG. Efeito Comportamental das Estatinas em um modelo animal da Doença de Parkinson. Ponta Grossa 2014. Cap 1, p . 31-34.

https://en.wikipedia.org/wiki/Nervous_system  < acesso em: 5/05/15>


https://en.wikipedia.org/wiki/Bradykinin  <acesso: em 05/05/15> 

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