domingo, 14 de junho de 2015

Estatina: uma fraude da industria farmacêutica?

Rendendo 20 bilhões de dólares por ano, a estatina está entre os medicamentos mais vendidos de toda a história da medicina. A ineficiência das estatinas e os riscos que a droga poderia trazer as pacientes tratados eram evidentes mesmo antes do início da comercialização, porém foram ignorados.
A estatina era anunciada como um medicamento milagroso capaz de diminuir o nível do tão temido colesterol no sangue, e consequentemente evitar problemas cardiovasculares possivelmente causados pelo aumento do colesterol.

Mas será mesmo o colesterol o vilão e causador de tantos problemas?

Autores do estudo “The Ugly Side of Statins” que condena o uso das estatinas, Sherif Sultan e Niamh Hyne, afirmam:
O colesterol é fundamental para a energia, a imunidade, o metabolismo da gordura, a leptina, a atividade hormonal da tireóide, síntese relacionada ao fígado, intolerância ao estresse, a função supra-renal, sínteses de hormônios sexuais e função cerebral.

Sendo assim o colesterol é um requisito primário para o bom funcionamento de funções importantes no corpo. Se reduzido pode acarretar vários problemas à saúde:
1.    Redução dos níveis de energia.
2.    Interferência no metabolismo da gordura.
3.    Interferência no funcionamento da tireoide.
4.    A capacidade de lidar com o estresse é forçada.
5.    Modificação nas funções das glândulas adrenais.
6.    Função sexual e habilidade reprodutiva prejudicada.

Nosso cérebro tende a ser danificado, o que significa qualquer parte da nossa existência pode ser prejudicado, incluindo o funcionamento mental, processos autonômicos, coordenação e todas as outras funções, incluindo o coração.
O colesterol desempenha um papel importante no funcionamento das membranas celulares neurais e sinapses cerebrais, de tal modo que o aumento do colesterol foi associada a diminuição em 23% no risco de desenvolver doença de Parkinson. Comparando homens e mulheres, essa redução foi mais efetiva em mulheres
Os níveis de colesterol são determinantes para a formação de um importante oxidante, neuroprotetor, e receptor de elétrons mitocondrial conhecido como, coenzima Q10. Em um estudo com pacientes que sofriam de doença de Parkinson precoce a administração de coenzima Q10 desacelerou significativamente o desenvolvimento da doença com a suspenção da estatina.
Ao alertar sobre o uso das estatinas o Nutrólogo brasileiro Dr. Lair Ribeiro ressalta a influência do medicamento sobre a coenzima Q10 (ubiquinona) que sofre ação de redução antes da diminuição do colesterol, sendo essa coenzima importante para o funcionamento dos músculos, do coração, e do cérebro podendo causar doenças degenerativas.
A estatina também inibe a produção do dolicol, substância que atua na transcrição da mensagem da produção de proteína do DNA via RNA para a mitocôndria, podendo ocorrer erro na transcrição, aumentando 20% a incidência de câncer.

O estudo de Framinghan

Anos atrás em uma cidade dos Estados Unidos, Framingham, estado de Massachusetts, foi selecionada pelo governo americano para ser o local de um estudo cardiovascular. Foram inicialmente recrutados 5.209 residentes saudáveis entre 30-60 anos de idade para uma avaliação clínica e laboratorial intensa. Esse estudo mostrou que metade ou pouco mais da metade das pessoas que morrem de infarto do miocárdio tem colesterol normal ou até mesmo baixo.

Enfim, apesar de ser descrito como um medicamento “milagroso” as pesquisas feitas sobre os efeitos da estatina evidenciam que não há benefícios significantes para pessoas que fazem uso do remédio, mas os efeitos colaterais podem ser importantes. O fato é que a melhor forma de prevenção primária de doenças cardiovasculares é a mudança de hábitos alimentares e hábitos de rotina, pois a intervenção secundária com medicamentos tem efeitos colaterais e como no caso da estatina acarreta outras patologias ao paciente.

Laís Rayane Dionízio Couto - 130012297

Fontes:

Statin Drugs Are the Greatest Medical Fraud of All Time: Study Reports – Waking Times
http://www.wakingtimes.com/ < acesso em: 13/06/2015>

A Project of the National heart, Lung, and Blood Institute and Boston University – Framingham Heart Study 
https://www.framinghamheartstudy.org/ <acesso em: 13/06/2015>


S. Sultan and N. Hynes, "The Ugly Side of Statins. Systemic Appraisal of the Contemporary Un-Known Unknowns," Open Journal of Endocrine and Metabolic Diseases, Vol. 3 No. 3, 2013, pp. 179-185. doi: 10.4236/ojemd.2013.33025.



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