Rendendo 20 bilhões de
dólares por ano, a estatina está entre os medicamentos mais vendidos de toda a
história da medicina. A ineficiência das estatinas e os riscos que a droga
poderia trazer as pacientes tratados eram evidentes mesmo antes do início da
comercialização, porém foram ignorados.
A estatina era anunciada
como um medicamento milagroso capaz de diminuir o nível do tão temido
colesterol no sangue, e consequentemente evitar problemas cardiovasculares
possivelmente causados pelo aumento do colesterol.
Mas
será mesmo o colesterol o vilão e causador de tantos problemas?
Autores do estudo “The Ugly
Side of Statins” que condena o uso das estatinas, Sherif Sultan e Niamh Hyne,
afirmam:
O
colesterol é fundamental para a energia, a imunidade, o metabolismo da gordura,
a leptina, a atividade hormonal da tireóide, síntese relacionada ao fígado,
intolerância ao estresse, a função supra-renal, sínteses de hormônios sexuais e
função cerebral.
Sendo assim o colesterol é
um requisito primário para o bom funcionamento de funções importantes no corpo.
Se reduzido pode acarretar vários problemas à saúde:
1. Redução
dos níveis de energia.
2. Interferência
no metabolismo da gordura.
3. Interferência
no funcionamento da tireoide.
4. A capacidade
de lidar com o estresse é forçada.
5. Modificação
nas funções das glândulas adrenais.
6. Função
sexual e habilidade reprodutiva prejudicada.
Nosso cérebro tende a ser
danificado, o que significa qualquer parte da nossa existência pode ser
prejudicado, incluindo o funcionamento mental, processos autonômicos,
coordenação e todas as outras funções, incluindo o coração.
O colesterol desempenha um
papel importante no funcionamento das membranas celulares neurais e sinapses
cerebrais, de tal modo que o aumento do colesterol foi associada a diminuição
em 23% no risco de desenvolver doença de Parkinson. Comparando homens e mulheres,
essa redução foi mais efetiva em mulheres
Os níveis de colesterol são
determinantes para a formação de um importante oxidante, neuroprotetor, e receptor
de elétrons mitocondrial conhecido como, coenzima Q10. Em um estudo com
pacientes que sofriam de doença de Parkinson precoce a administração de
coenzima Q10 desacelerou significativamente o desenvolvimento da doença com a
suspenção da estatina.
Ao alertar sobre o uso das
estatinas o Nutrólogo brasileiro Dr. Lair Ribeiro ressalta a influência do medicamento
sobre a coenzima Q10 (ubiquinona) que sofre ação de redução antes da diminuição
do colesterol, sendo essa coenzima importante para o funcionamento dos
músculos, do coração, e do cérebro podendo causar doenças degenerativas.
A estatina também inibe a produção do dolicol,
substância que atua na transcrição da mensagem da produção de proteína do DNA
via RNA para a mitocôndria, podendo ocorrer erro na transcrição, aumentando 20%
a incidência de câncer.
O
estudo de Framinghan
Anos atrás em uma cidade dos
Estados Unidos, Framingham, estado de Massachusetts, foi selecionada pelo
governo americano para ser o local de um estudo cardiovascular. Foram
inicialmente recrutados 5.209 residentes saudáveis entre 30-60 anos de idade
para uma avaliação clínica e laboratorial intensa. Esse estudo mostrou que
metade ou pouco mais da metade das pessoas que morrem de infarto do miocárdio
tem colesterol normal ou até mesmo baixo.
Enfim, apesar de ser
descrito como um medicamento “milagroso” as pesquisas feitas sobre os efeitos
da estatina evidenciam que não há benefícios significantes para pessoas que fazem
uso do remédio, mas os efeitos colaterais podem ser importantes. O fato é que a
melhor forma de prevenção primária de doenças cardiovasculares é a mudança de hábitos
alimentares e hábitos de rotina, pois a intervenção secundária com medicamentos
tem efeitos colaterais e como no caso da estatina acarreta outras patologias ao
paciente.
Laís Rayane Dionízio Couto -
130012297
Fontes:
Statin
Drugs Are the Greatest Medical Fraud of All Time: Study Reports –
Waking Times
http://www.wakingtimes.com/
< acesso em: 13/06/2015>
A Project of the National
heart, Lung, and Blood Institute and Boston University – Framingham Heart Study
https://www.framinghamheartstudy.org/
<acesso em: 13/06/2015>
https://en.wikipedia.org/wiki/Dolichol
<acesso em: 14/06/2015>
S. Sultan and N. Hynes,
"The Ugly Side of Statins. Systemic Appraisal of the Contemporary Un-Known
Unknowns," Open Journal of Endocrine and Metabolic Diseases, Vol. 3 No. 3,
2013, pp. 179-185. doi: 10.4236/ojemd.2013.33025.
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