A estrutura da estatina está organizada em dois componentes, o farmacóforo representado pelo ácido di-hidroxiheptanoico e a subunidade composta de anéis com substituintes diferentes. Na região do farmacóforo ocorre a inibição competitiva e reversível no grupo enzimático hidroximetil glutaril CoA (HMG-CoA), assim inibe a formação do colesterol ao bloquear a sua ligação pelo sitio catalítico. E contêm grupos decalina ou anéis heterociclicos que fornecem diferentes conformações para sítio de interação hidrofóbica.
Sinvastatina e Atorvastatina
São administradas como pró-fármacos na forma de lactonas inativas, e no fígado são transformadas pela ação das enzimas esterases, para a forma ativa de hidroxiácido, que inibe o HMG-CoA. Após a transformação das lactonas, pequenas quantidades desses inibidores ativos de HMG-CoA e pequenas formas de lactonas são encontradas na circulação sistêmica. Sua solubilidade tem caráter lipofílico, atravessa a membrana celular por difusão passiva em direção ao fígado,órgão alvo da biossíntese do colesterol, o que pode trazer efeitos indesejáveis.
Rosuvastatina e Pravastatina
Estão na forma de hidroxiácidos livres, administradas na forma ativa do anel aberto. Têm características hidrofílica, depende de um processo de transporte ativo para entrar no hepatócito. O que promove uma maior seletividade para o HMG-CoA hepática, menor potencial de interação e melhor absorção. Assim tornam-se fármacos idéias para a melhor seletividade hepática para inibição da síntese de colesterol.
Apresentamos somente as quatro classes de estatinas registradas no Brasil, segundo a ANVISA. As diferentes estruturas das estatinas, a lipofilicidade e a hidrofilicidade determinam a variabilidade da atividade farmacológica das estatinas, e contribui para ações pleiotrópicas das estatinas. E uma absorção eficiente das estatinas no fígado, órgão alvo das estatinas, tem maior relevância do que sua biodisponibilidade no organismo.
Aluna: Rivia Rachel da Costa Grilo 13/0132314
Referências:
MAMC Santiago. Estatina – Efeitos tóxicos e novas aplicações. Universidade Fernando Pessoa. Porto 2011.
FAH Fonseca. Farmacocinética das Estatinas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia. Volume 85. São Paulo Outubro 2005.
P Gazzerro; MC Proto; G Gangemi; NA Malfitano; E Ciaglia; S Pisanti; A Santoro; C Laezza; M Bifulco. Pharmacological Actions of Satatins: A critical Appraisal in the Management of Cancer. Pharmacological Reviews. Vol 64. 2012.
Informe SNVS/ANVISA/Nuvig/GFARM. Revisão das Informações em Bulas das Estatinas. Fevereiro 2012. portal.anvisa.gov
Wikipedia USA. Statin
https://en.wikipedia.org/wiki/Statin

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